De acordo com o GamesBras, o secretário estadual de Turismo do Rio de Janeiro, Otávio Leite, defendeu publicamente a liberação dos jogos de cassino no Brasil como ferramenta de desenvolvimento econômico. As declarações surgiram em meio à participação do governante no seminário Rio + Turismo. O secretário de Turismo fluminense frisou que essa é a opinião de seu governo, e de fato está de acordo com declarações do governador William Witzel sobre essa matéria.

Perda de divisas

Na entrevista citada pelo GamesBras, Otávio Leite defende que a “perda de divisas” se tornou “evidente” ao longo dos últimos anos, com os desenvolvimentos econômicos e sociológicos na área do turismo, um pouco por todo o mundo. E em especial em países que competem diretamente com o Brasil – sem falar no fato de os turistas brasileiros estarem viajando para outros países tendo a possibilidade de jogar no cassino como um dos fatores de atratividade.

A proibição dos jogos de cassino faz com que, atualmente, só seja possível jogar na roleta, no blackjack ou em caça-níqueis de forma legal e protegida em plataformas online, como o NetBet Casino e outras. Mas isso não substitui a verdadeira experiência de jogar em um cassino.

Nossos vizinhos da América Latina vêm investindo em cassinos como (mais uma) forma de atrair turistas estrangeiros. Outros países vêm “apostando” nisso; um dos exemplos é Portugal, onde sequer existem grandes cassinos resort mas os cassinos que existem estão situados em zonas de grande capacidade turística. Mais de metade dos frequentadores são visitantes internacionais.

Mas os grandes exemplos vêm de Singapura e Macau. Centros de entretenimento gigantes, com capacidade para milhares e milhares de pessoas, ajudaram a fazer dos dois territórios grandes pontos turísticos na Ásia Oriental.

Contradição política? Talvez não

Sheldon Adelson, o maior empresário de cassinos de Las Vegas, é o proprietário do Marina Bay Sands, o maior cassino resort de Singapura, e é ele que quer investir no Rio de Janeiro. O prefeito evangélico Marcelo Crivella está mais que atento à oportunidade, e há pelo menos dois anos e meio que vem falando com o empresário octogenário. Alguns dizem que há uma grande contradição em um político eleito numa base religiosa estar defendendo a liberação do jogo, mas ele afirma ser também contra a miséria e o desemprego. Essa é uma oportunidade que “o prefeito da Universal” está fazendo tudo para aproveitar para sua cidade.

Liberação gradual

Nessa perspectiva, não surpreende que Otávio Leite defenda também uma “liberação gradual” do jogo. Para desenvolver o turismo e fazer nascer grandes projetos de reconversão imobiliária, não é necessário “maquininhas em qualquer botequim, bingos a cada 200 mil habitantes” como ele falou à imprensa. Pelo contrário, uma liberação limitada e apostada no alto valor será o caminho a seguir.

O Maranhão deve estar atento

Esse é um momento-chave para um desenvolvimento político e legislativo com consequências no longo prazo. O que for decidido agora para o jogo e os cassinos vai influenciar o que for feito nas próximas décadas. É importante que o Maranhão, o Nordeste e as restantes regiões do país entendam que essa oportunidade econômica pode acabar concentrada no Sudeste. Há pouco tempo, vários dirigentes políticos do Tocantins quiseram criar uma “Las Vegas no Cerrado”. O tempo desse projeto poderá estar passando, pois o Jalapão não terá o quase exclusivo do jogo como Las Vegas teve nos Estados Unidos. Mas seria injusto que só o Rio e São Paulo virassem as novas Singapura e Macau da América do Sul, com o resto do Brasil perdendo mais essa chance.

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