Por João Melo e Sousa Bentivi*

Vivemos o mundo do politicamente correto e, evidentemente,  esse mundo trouxe muitos avanços, mas o meu amado pai, seu José Bentivi, na sua simplicidade, ensinou-me que tudo demais é sobra. Eu afirmo que a exacerbação desse tal politicamente correto está deixando o mundo insuportável.

Acabou-se o direito da gozação, do deboche, da piada, tudo é incorreto e quase tudo se criminalizou a tal ponto que você fica duvidoso em externar as mais simples convicções e preferências.

Na questão de gêneros, caminha-se em uma areia movediça perigosa e eu sinto isso e tenho me policiado, com o cuidado de nunca entrar em nenhuma armadilha. Explico. Sou um hétero convicto e feliz, mas tenho o orgulho de nunca ter feito acepções, em minhas amizades, por critérios sexuais. Tenho incontáveis amigos e amigas do segmento LGBT, alguns, verdadeiros irmãos para mim, os amando e sendo amado.

Mas a questão está mais perigosa a cada dia.

Imaginem um homem público externar, em uma entrevista, uma dessas duas afirmações: a) Adoro as louras; b) Não sei viver sem uma negra.

Poderá ter decretado o fim de sua carreira política e se tornado um pária da rede social. Caso ele seja participante de um cargo qualquer da administração Bolsonaro, por exemplo, será transformado em pó de peido pela sanha da patrulha esquerdopata.

Primeiro será um execrável machista. Essas frases, no ideário esquerdopata de ideologia de gênero, demonstram uma falha inaceitável: como uma homem (palavra muito perigosa) pode ser tão tacanho e atrasado, para desejar somente pessoas do sexo feminino? Para os esquerdopatas de todos os gêneros, uma pessoa para ser avançada não pode se orgulhar de ser somente macho ou somente fêmea, aliás, para um esquerdopata, somente a pronúncia do “macho” e da “fêmea” já soam como um sacrilégio ideológico.

Voltemos ao nosso hipotético homem público. Caso afirmasse adorar as louras, estaria mostrando um abominável racismo com todos os afrodescendentes (eita palavrinha???). Alguém poderia imaginar que a afirmação elogiosa às negras seria uma boa coisa, enganou-se completamente. A preferência exclusiva por negra, no ideário esquerdopata seria uma inaceitável ideia de dominação étnica e racismo sexual.

Uma pergunta que não quer calar: o que dizer, então, para ser bem aceito? Primeiro esquecer essa coisa de hetero, ainda que você seja hétero, deixe uma abertura para uma dúvida e, o mais importante, jamais demonstre esse apreço tão contundente com o sexo oposto. Verbalize frases politicamente corretas, tais como: o amor não tem sexo, entre duas pessoas que se amam tudo é possível, toda mudança é inteligente, não tenha medo de novas experiências, etc.

Poderia dar outros exemplos, mas uma certeza uma verdade é inegável: está difícil  viver nesse mundo diabolicamente correto. Caso seja um convicto hétero e com arraigados valores bíblicos e cristãos, prepare-se para grandes batalhas e enormes dificuldades.

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