A história de Dila Abreu, mais conhecida por todos como “Tia Dila” não difere das Marias espalhadas pelo mundo a fora.  Uma mulher que desde cedo precisou lutar muito para criar sozinha seus dois filhos, sempre foi aguerrida e uma entusiasta do bem.

Seu desejo sempre foi vencer na vida e ajudar as pessoas, não é à toa que trabalha com transporte alternativo em São Luís, algo, que predominantemente é realizado por homens, cuida da casa, administra a carreira do filho e educa diuturnamente a filha que hoje é universitária.

A jornada múltipla desta mulher, a leva aos mais variados caminhos, de personalidade forte, não leva desaforo pra casa e tem sempre uma palavra amiga para todos.

E foi essa vontade de vencer e ajudar que proporcionou o convite para conhecer o trabalho da Patrulha Maria da Penha no Maranhão, trabalho realizado pela Coronel Augusta Andrade que por meio da PMMA ajuda as mulheres vítimas de violência doméstica no nosso Estado.

Em entrevista a este blog, Dila Abreu afirma:

“ Quando recebi o convite, por meio da nossa advogada Dra. Patricia Barros, para conhecer o trabalho da Patrulha Maria da Penha e para participar do Encontro das Mulheres da Polícia Militar do Maranhão, logo me identifiquei com a causa, vi que são mulheres empoderadas que empoderam outras mulheres. Isso é gratificante, saber que a nossa polícia militar além de trabalhar com a prevenção e repressão, tem esse olhar voltado para o valor humano, para o acolhimento. Por que, uma mulher vítima de violência precisa não só do apoio jurídico, necessita sentir-se segura e acolhida. E esse é o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Coronel e sua equipe. Por isso não medi esforços para prestigiar o evento e na oportunidade fiz uma doação que gratificou muito o meu coração.  Hoje já me considero mais uma voluntária da Rede Solidária deste trabalho tão importante da PMMA, foi muito valioso conhecer de perto as mulheres das fileiras militares do nosso Estado, como elas atuam no combate a violência e dialogar com a competente Coronel Augusta Andrade só me enriqueceu e entusiasmou ”.

Durante a entrevista, Dila Abreu falou sobre o protagonismo das mulheres dentro e fora de casa, disse sentir-se cada dia mais entusiasmada em ajudar projetos sociais, uma vez que ela já sofreu de perto discriminação por ser mulher, negra, ter jornada múltipla para criar seus filhos e ainda encontrar tempo para família.

Perguntada como se sente por ser uma mulher com passado de lutas e discriminações, a entrevistada foi enfática ao dizer que não há vitórias sem lutas e o bom combate é aquele em que todos saem vitoriosos. Foi com esse pensamento de sororidade, coragem e pelo anseio em ver uma sociedade mais equilibrada, a entrevistada nos revelou que nunca mediu esforços para ajudar as pessoas, seguiu dizendo que o bem está no nosso coração e nos gestos de fraternidade que se pratica.

“A cada encontro com a Coronel , eu aprendo um pouco mais , e independente de quanto e em que eu possa ajudar, vou estar sempre disponível”.

Segue dizendo ainda que é preciso que as pessoas deixem um pouco mais a rivalidade, a inveja e o egoísmo. A união, a sororidade podem transformar o mundo, se cada um der um pouquinho do seu melhor, essas partes se tornaram um todo. E quando chegarmos a esse ‘todo” estaremos efetivamente cumprindo a frase descrita na nossa bandeira nacional, qual seja, Ordem e Progresso.

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