A Assembleia Legislativa do Maranhão sediou, na tarde desta sexta-feira(26), no Auditório Neiva Moreira, no Complexo de Comunicação, o  “Seminário Estadual de Políticas Públicas para Mulheres Negras”. O evento promovido pela Secretaria de Estado da Mulher contou com a participação de representantes das secretarias de Estado da Saúde,  Educação, Cidades e Desenvolvimento Urbano, Cultura e de Movimentos da sociedade civil organizada. 

O “Seminário da Pretas” foi idealizado em alusão ao mês de julho, pois no dia 25 é comemorado o “Dia da Mulher Negra”. Os participantes do evento debateram questões fundamentais por meio de painéis e ainda celebraram a resistência das mulheres negras no Maranhão.  A abertura ficou por conta da apresentação da cantora Milla Camões, que interpretou sucessos como “Olhos Coloridos”, de Sandra de  Sá, e “A Carne”, de Elza Soares.

A secretária adjunta da Semu, Mayra Monteiro, que representou a secretária da Mulher, Ana Mendonça, falou da relação mais próxima entre a Semu e os movimentos sociais e da importância de seminários como este.  “Nessa gestão, nos aproximamos ainda mais dos movimentos sociais, observando a diversidade de mulheres para entender as necessidades e as reivindicações desses movimentos. Momentos como este servem exatamente para ouvirmos as demandas desses movimentos e, assim, ampliar nossos serviços, observando essas especifidades, como, por exemplo, a violência contra a mulher, sobretudo a violência contra a mulher negra”.

Diáologo

Para Socorro Guterres , da Secretaria de Igualdade Racial, o Seminário é muito importante e o Governo do Estado precisa sempre promover esse tipo de diálogo.  Segundo ela, políticas públicas não são feitas para o próprio governo, mas para a população. “A população negra no nosso estado é de, aproximadamente, 70%. E dentro desse índice, as mulheres negras também têm uma participação significativa. Então, é importante que o governo pense em políticas públicas efetivas que possam mudar a qualidade  de vida dessas mulheres”.

Ela explicou ainda que os índices são extremamente negativos no Brasil. E no Maranhão não é diferente. “Ainda somos a maioria no subemprego, escolaridade baixa, fora do mercado de trabalho e, sobretudo, no mapa da violência contra a mulher. A mulher que mais sofre violência no país é a mulher negra. Então, eventos como este são importantes, não só no sentido de sanar os danos já causados por esta violência, mas, sobretudo, na sua prevenção.  Logo, são esses movimentos que nos dizem quais são as melhores estratégias para alcançarmos essa população. Esse Seminário é para isso: para ouvirmos os movimentos e melhorar cada vez mais nossa atuação”, disse Socorro Guterres.

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